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     ARTIGO

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DSM-5 - Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais

Prefácio

“O Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM) da American Psychiatric Association é uma classificação de perturbações mentais, com critérios concebidos para permitirem um diagnóstico mais fiável destas perturbações. Com sucessivas edições publicadas ao longo dos últimos 60 anos, tornou-se a referência da prática clínica em saúde mental. Dado que não é possível estabelecer uma descrição completa dos processos patológicos subjacentes de todas as perturbações mentais, é importante sublinhar que os atuais critérios de diagnóstico constituem a melhor descrição da forma como aquelas se expressam e podem ser reconhecidas por médicos experientes. O DSM destina-se a servir como um guia prático, funcional e flexível para organizar a informação que possa auxiliar o estabelecimento de um diagnóstico exato e o adequado tratamento das perturbações mentais. É uma ferramenta para médicos, um recurso educacional essencial aos estudantes e clínicos, bem como uma referência para os investigadores de campo.” 

David J. Kupfer, M. D.  (Presidente da Comissão Elaboradora do DSM-5) 

Darrel A. Regier, M. D., M. P. H. (Vice-Presidente da Comissão Elaboradora do DSM-5) 

Prefácio à edição portuguesa 

Esta edição do DSM–5, na continuidade das publicações portuguesas das últimas edições do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, da Associação Psiquiátrica Americana (APA), traduz algumas finalidades editoriais muito meritórias: a de fornecer aos leitores o conhecimento atualizado das modernas tendências no diagnóstico psiquiátrico; a de munir os técnicos de saúde mental de um texto, em português, útil para a sua prática clínica e de investigação. A fidelidade ao texto original é garantida pela qualidade da equipa de tradução e pelo conhecimento da nomenclatura psiquiátrica que se foi cimentando desde as edições anteriores (DSM-III, DSM-IV e DSM-IV-TR), traduzidas para português europeu. 

Para garantir a fiabilidade do diagnóstico, ou seja, a concordância entre avaliadores, numerosos e extensos trabalhos de campo foram realizados em diferentes contextos profissionais (académicos e de prática clínica). O texto final, sob a direção-geral da Comissão Elaboradora do DSM-5, resultou de um trabalho imenso de colaboração de diversos grupos de trabalho para cada área de patologia mental, da Comissão Coordenadora, da Comissão de Revisão Científica, da Comissão Clínica e de Saúde Pública e do Conselho de Psiquiatria e Direito da APA, entre outras. Um número muito substancial de peritos e consultores cooperou para que o DSM-5 fosse um guia de diagnóstico rigoroso, fiel e útil no plano clínico em diferentes contextos. 

O DSM-5 apresenta diferenças substanciais em relação às edições anteriores. Vindo na mesma linha de procura de uma cada vez mais ampla utilidade clínica e de melhoria da fiabilidade dos diagnósticos, acrescentou-se a necessidade de incorporar modernos dados científicos, em áreas tão diversas como as neurociências ou a epidemiologia, com o objetivo de incrementar a validade dos diagnósticos. A questão da validade é um dos problemas centrais da Psiquiatria. Apesar de numerosos estudos científicos, sabemos não existir ainda uma validade biológica que possa fundamentar a grande maioria das categorias diagnósticas. A classificação é baseada quase exclusivamente na catalogação de critérios sintomáticos e no seu agrupamento em categorias consensualmente aceites. 

Esperemos que os leitores e utilizadores desta versão possam dela retirar alguns ensinamentos teóricos e empíricos que apoiam o estado atual da arte de classificar em Psiquiatria. 

Professora Doutora Maria Luísa Figueira

  • Ref: 
  • Dimensões: 1.122 Págs
  • Idade: NA
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